| Quinteto Violado completa 40 anos de uma trajetória que mistura o regional com jazz e rock |
| Fotografias ao lado de Luiz Gonzaga, Chico Science, Mestre Salustiano, Hermeto Pascoal, Chico César, Flávio José, Elba Ramalho, Paulinho Moska, Silvério Pessoa são indícios de que a trajetória do Quinteto Violado é antiga e abrangente. Quando começaram, há 40 anos, Marcelo Melo, Luciano Pimentel, Fernando Filizola, Antônio Alves e Alexandre Johnson (primeira formação da banda) chamaram a atenção pelo tratamento diferenciado que davam à música regional a que tiveram acesso desde a infância, com influências do jazz e rock. Gilberto Gil foi um dos que se encantaram pelo trabalho. Os elogios que fez ao grupo renderam uma matéria no jornal Bondinho, do Rio de Janeiro, e a atenção da crítica. “No Recife, Gil viu coisas incríveis. Um grupo chamado acho que Quinteto Violado ou Quarteto Violado, não sei, que é uma coisa extraordinária”, revelou Caetano Veloso ao periódico, logo após o retorno do exílio. A boa receptividade fez com que a gravação do primeiro disco acontecesse apenas cinco meses após a formação. Em agosto de 1971, Marcelo voltou da Europa, onde estudava sociologia do desenvolvimento e trabalhava como músico, tendo gravado um disco com Geraldo Vandré, em Paris. Em outubro, aconteceu o primeiro show, em Nova Jerusalém, quando surgiu o nome Quinteto Violado. “O público ficou bem encantado. Quando nós terminamos, descíamos das pedras com violão, viola, aí tinham umas crianças embaixo e disseram ‘lá vêm os violados’. Aí o nome estava definido. E Quinteto Violado foi um nome muito feliz”, recorda Marcelo Melo. Em março de 1972, foram ao Rio de Janeiro gravar o primeiro álbum, Quinteto Violado, pela Philips. Nos primeiros dez anos, percorreram mais de um milhão de quilômetros por terra, a bordo do ônibus do grupo, que levava toda a estrutura de som, cenário e figurino. “Naquela época, nós tivemos a sensibilidade de perceber a beleza musical contida nos folguedos populares. Todas essas coisas faziam parte do nosso imaginário, estavam impregnadas na nossa identidade”, explica Marcelo. As referências da infância no interior foram somadas às referências eruditas, jazzísticas, da “música do mundo”. O segredo, acredita, era uma releitura que embelezava, enriquecia, sem caricaturar. Durante os 40 anos, passaram vários músicos pelo Quinteto, ora como integrantes, ora como convidados. “Nunca ficamos restritos. Quando achávamos que algum instrumento ia acrescentar ao resultado, inseríamos. O Quinteto já se apresentou com sete pessoas”, brinca Marcelo. A formação atual é formada por Marcelo Melo (violão, viola e voz), Ciano Alves (flauta), Dudu Alves (piano), Roberto Medeiros (percussão e voz) e Sandro Lins (contrabaixo), que recebem Raminho (percussão) como convidado. |
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Os violados fazem história - terça-feira, 03 / maio / 2011 | Caderno - Viver
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