quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vereador propõe extinção da CTTU - Diário PE edição de hoje

Críticas suprapartidárias ao trânsito no Recife acontecem de forma frequente e sistemática na Câmara dos Vereadores, principalmente quando chove. Coincidência ou não, ontem, quando começou o inverno, o vereador Sérgio Magalhães (PTC) anunciou na tribuna da Casa que, na próxima segunda-feira, entregará um projeto de lei pedindo a extinção da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e a volta do comando do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE). 


 “A CTTU não está cumprindo seu papel, que é de cuidar do trânsito na cidade. Não dá mais para continuar do jeito que está. A cidade está um caos”, argumentou Sérgio Magalhães. Ele considerou que a medida é um reflexo da não aceitação das “inúmeras desculpas” que a prefeitura tem dado quando promete melhorar o trânsito e, segundo ele, não o faz. “A CTTU há muito tempo diz que vai contratar novos agentes, mas não vemos nada acontecer. É melhor, então, extingui-la e devolver o trânsito ao Detran. Tenho certeza que eles estão muito mais treinados”.

Outro ponto levantado por Magalhães foi o plano de mobilidade, que envolve diretamente a ação da CTTU. “Até agora, o projeto de mobilidade não chegou à Casa. Pelo visto só chegará faltando um dia para o nosso recesso”. Em defesa da CTTU, o vereador e líder do PT na Câmara, Osmar Ricardo, considerou que o projeto de Sérgio não seria a melhor medida. E explicou que o órgão estaria preparando um concurso público para contratação de novos agentes para dar maior fluidez e ordenança ao trânsito. O edital previsto para junho, porém, ainda não foi publicado.

Ao tomar conhecimento dos planos do vereador Sérgio Magalhães, o secretário de Coordenação Política de Governo, Henrique Leite (PT), foi firme: “Trata-se de um projeto natimorto”. Segundo o petista, mesmo que o vereador faça o projeto e apresente na Câmara, não será aprovado, pois é inconstitucional. “A intenção dele foge na legalidade”, resumiu Leite. Além desta questão jurídica, fica claro que ainda que não esbarrasse na questão “competência do Legislativo”, não teria o voto dos governistas, que são imensa maioria na Casa. (A.L.M.)

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