Desde a década de 1920, a palavra Hollywood se transformou em metonímia para cinema. Dali até os anos 1950, a produção de filmes alcançou escala industrial. Musicais, faroestes e longas de época impulsionaram bilheterias e criaram ídolos até se tornarem formas pré-concebidas e anacrônicas, descoladas das transformações políticas e sociais que se anunciavam com mais força a partir dos anos 1960. Cenas de uma Revolução – O Nascimento da Nova Hollywood(tradução de Alexandre Boide, L&PM, 468 páginas, 72 reais), livro do jornalista americano Mark Harris recém-lançado no Brasil, esmiúça com uma narrativa instigante o começo de um ponto de virada na história do cinema americano. Ponto de virada que, para o autor, não teve par até hoje.
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