segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dilma Rousseff, de faxineira a andarilha - Veja.com

A presidente Dilma Rousseff durante discurso na inauguração do campus de Medicina da UPE de Garanhuns

Mudança de comportamento da presidente não surtiu efeito esperado na população. Para opositores e especialistas, é preciso acertar o rumo

Nem programas sociais, nem obras grandiosas. Os oito primeiros meses de governo de Dilma Rousseff foram marcados por uma intensa crise política, alimentada por uma enxurrada de denúncias de corrupção. A demissão de ministros e servidores transformou a presidente mais em uma faxineira oficial do que em uma administradora dos problemas do país. Ciente de que precisava mostrar a seus eleitores a que veio, a presidente mudou. Pelo menos é o que ela procura demonstrar.
Para abafar a crise e acalmar os ânimos, Dilma tentou deixar de lado a imagem de "gerentona" de um gestão centralizadora e pautada pela falta de diálogo. Passou a reunir-se mais com aliados, resgatou o discurso de posse, reiterando que tem como prioridade o combate à miséria. E colocou o pé na estrada.
Na última semana, a presidente fez um périplo por quatro estados. Deu entrevista a rádios locais, tirou fotos e forçou um sorriso popular. Mas o tiro pode ter saído pela culatra. Naturalmente mais discreta que seu antecessor, ela evitou multidões e discursos em praça pública e apostou em inaugurações sem grande impacto e apelo social. Se a intenção era parecer estar mais perto da população, por enquanto não deu certo. O povo continua achando que Dilma é melhor na faxina política.
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