O encontro de Dilma Rousseff e FHC, durante um jantar no Palácio da Alvorada, é uma aula de civilidade.
Dilma mostra que um presidente tem de estar acima dos partidos e aberta a toda e qualquer pessoa que possa ajudar a nação, com sugestões e críticas. O que deveria ser óbvio --mas não era com seu antecessor, que parecia ter um problema psicológico com Fernando Henrique Cardoso, tantas foram as descortesias desnecessárias.
Poucos são os brasileiros que, pela experiência política e administrativa, além de extraordinárias conexões com centros acadêmicos mundiais, deveriam ser ouvidos sempre por um presidente. E Fernando Henrique é um deles.
Sempre disse aqui que Lula, com todos os seus defeitos, foi muito, mas muito melhor do que seus inimigos imaginavam que ele seria. Lula ajudou a estabilizar o Brasil e a reduzir a miséria, assegurando os valores democráticos. Aqueles espasmos que ele tinha dizendo-se inventor do Brasil são, hoje, apenas um detalhe, talvez apenas um sintoma de insegurança.
Mas coube a Fernando Henrique fazer as medidas mais importantes para que Lula pudesse deslanchar. É preciso ser desinformado ou tapado ideologicamente para não perceber tamanha obviedade.
Dilma Rousseff está ajudando a colocar, na história, as coisas no seu devido lugar, mostrando como a civilidade deve ocorrer entre governo e oposição.
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