Recife, segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O segmento de petróleo e gás, que vem se consolidando em Pernambuco a partir de empreendimentos voltados ao refino de combustível e à construção de navios, pode ganhar mais um projeto voltado para esta cadeia: um estaleiro de plataformas. A construtora mineira Mendes Júnior planeja investir até R$ 1 bilhão no negócio, que atenderia às demandas de plataformas para exploração do petróleo do pré-sal. O estado é um forte candidato a receber o aporte bilionário da empresa, que já está presente em Pernambuco a partir de obras da ferrovia Transnordestina, BR-101 e Cidade da Copa.
A expectativa da companhia é gerar cerca de 2 mil empregos diretos com o novo estaleiro, que pode ser construído no Complexo Industrial Portuário de Suape ou no complexo industrial e logístico que será erguido no Litoral Norte, próximo ao município de Goiana.
Pernambuco já tem um estaleiro em operação, o Atlântico Sul (EAS), e mais dois em construção, o Promar e o Construcap. O EAS, inclusive, está produzindo uma plataforma para a Petrobras em Suape. Mas o projeto da Mendes Júnior seria voltado apenas para plataformas de petróleo. “Não temos interesse em construir navios. O pré-sal vai exigir muitas plataformas e não há fabricantes suficientes. A demanda atual do país nos garante, pelo menos, 20 anos de produção”, afirmou Sérgio Mendes, vice-presidente da construtora Mendes Júnior. O empresário esteve no estado no último sábado, quando assinou a ordem de serviço que autoriza o início das obras do Ramal Cidade da Copa (leia mais na página A9).
Esse seria o primeiro estaleiro da empresa, que atua no segmento de construção pesada e já participou da construção de plataformas a partir de consórcios com outras empreiteiras. “Ter um estaleiro próprio é uma condição que a Petrobras exige para assumir a fabricação das plataformas. Queremos ser um player nesse processo”, destacou Mendes.
Assim como ocorre nos estaleiros de navios, a construção do empreendimento se dá ao mesmo tempo que a fabricação das primeiras plataformas. Cada uma pode levar de dois a três anos para ser entregue, o que permitiria a construção de até dez plataformas em um prazo de 20 anos.
“Temos que definir o local o mais rápido possível para iniciarmos as obras o quanto antes e não perdermos as encomendas que serão feitas pela Petrobras”, comentou o empresário, que já conversou com o governo do estado para levantar as áreas disponíveis ao empreendimento. “O nosso investimento vai depender da localização do estaleiro. Queremos fechar a compra ou arrendamento da área até o fim deste ano”, acrescentou o executivo.
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