sexta-feira, 11 de novembro de 2011

No limbo - Veja.com


José Dirceu, Antonio Palocci, Luiz Antonio Pagot são hoje exemplos clássicos da turma que, uma vez defenestrada da máquina pública, foi encontrar abrigo no endinheirado ramos das consultorias. Nada ilegal: cumpridos os quatro meses de quarentena, eles foram liberados a usar sua “expertise” a serviço de toda sorte de interesses.
Pois essa festa já teria acabado há muito tempo se o projeto apresentado pelo governo em 27 de outubro de 2006 não tivesse se perdido pelas gavetas da Câmara (onde está ainda hoje).
O texto regulamenta o que é conflito de interesses na gestão pública e estipula impedimentos posteriores ao exercício do cargo para servidores do alto escalão da máquina em todas as esferas.
Se já tivesse virado lei, o prazo de quarentena passaria de quatro meses para um ano e valeria para ministros de estado, ocupantes de cargo de natureza especial, de presidente, vice-presidente e diretor de autarquias, fundações, empresas públicas ou sociedades de economia mista e ocupantes de DAS níveis seis e cinco.
Ocupantes de cargos com acesso a informações privilegiadas, capazes de trazer vantagem econômica ou financeira para o agente público ou para terceiro também entram na lei.
Por Lauro Jardim

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