quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Os deputados e o pistoleiro - ISTOÉ


Há um tom de folhetim policial nas investigações sobre o assassinato da deputada federal alagoana Ceci Cunha. Três semanas depois da chacina brutal que vitimou Ceci, seu marido, um cunhado e a mãe dele, a polícia Federal e a de Alagoas ainda não acharam os quatro homens autores do crime. O principal suspeito, segundo as polícias, continua sendo o suplente da deputada, Talvane Albuquerque. Três assessores dele foram indiciados, mas estão foragidos. O que apareceu, na quarta-feira 6, foi uma fita com conversas gravadas entre Talvane e Maurício Novaes, o pistoleiro conhecido como Chapéu de Couro. Segundo o deputado Augusto Farias (PFL-AL), dono da fita, os diálogos são parte de um plano de Talvane para matá-lo. A gravação foi feita no escritório do irmão de Augusto, Carlos Gilberto, em Petrolina. As fitas foram levadas ao presidente da Câmara, Michel Temer, numa mise-en-scène que reuniu o deputado Augusto Farias, o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) e o ministro da Justiça, Renan Calheiros. Temer ouviu as gravações e minutos depois instaurou uma comissão de sindicância para apurar o envolvimento dos deputados na morte de Ceci. "Vamos investigar também se houve quebra do decoro parlamentar, tanto de quem conversou com o pistoleiro como de quem gravou a conversa e demorou a divulgá-la", completou o corregedor da Câmara e presidente da comissão de sindicância, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE).
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