sábado, 10 de setembro de 2011

120 dias para traçar plano - Diário PE


PCR e CTTU discutem plano B para emergências no trânsito

Engarrafamento gigante na avenida Agamenon Magalhães. Imagem: PAULO PAIVA/DP/D.A PRESS Cento e vinte dias. Esse é o prazo estipulado pela Prefeitura do Recife para divulgar um plano preliminar de contingência de trânsito para a cidade, cuja missão é evitar que situações de emergência provoquem o estrangulamento do trânsito, a exemplo do que aconteceu na última terça-feira, quando a queda de uma árvore travou a Zona Norte, e do que já havia acontecido em junho, quando um caminhão quebrou em cima do viaduto Capitão Temudo. A proposta é traçar um planejamento estratégico para prever e garantir uma ação mais rápida em eventos imprevistos, como os que já aconteceram e - possivelmente -  dos que deverão acontecer enquanto o documento não fica pronto.

Ontem, durante coletiva, o prefeito João da Costa anunciou que o plano deverá partir de uma pesquisa realizada em conjunto com a CTTU e de estudos de mobilidade que estão sendo feitos em parceria com as universidades. “Antes, as situações emergenciais podiam ser administradas sem causar tanta repercussão no trânsito da cidade, mas isso hoje não é mais possível. Em função disso, vamos elaborar esse material, que deverá contemplar as 35 vias de maior fluxo do Recife”, afirmou João da Costa.

Segundo o prefeito, a ideia é de que o documento sirva como um plano operacional para os agentes da CTTU, de maneira que eles já saiam para as ocorrência sabendo exatamente como intervir para garantir a fluidez no trânsito. Dentro do prazo, a prefeitura e a CTTU deverão se reunir com os todos os órgãos envolvidos numa possível situação, como Samu, Corpo de Bombeiros e Compesa para estudar a logística do plano. “Temos como experiência positiva o que aconteceu na Domingos Ferreira, quando fizemos um contrafluxo na Conselheiro Aguiar e conseguimos reduzir os transtornos”, afirmou João da Costa. Para a presidente da CTTU, Maria de Pompéia Pessoa, o plano também contemplará os problemas estruturais dos órgãos. “O plano não dirá só por onde ir. Mas quantos agentes será preciso, por exemplo”. Um outro plano deve sair em 90 dias, para evidenciar os impactos das obras para a Copa de 2014.

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