Os três maiores partidos da aliança comandada pelo governador Eduardo Campos (PSB) agiram como “mosqueteiros” na eleição do ano passado. Os objetivos do PSB, PT e PTB eram semelhantes - um por todos e todos por um. A disputa municipal de 2012, no entanto, aponta para um cenário sem o mesmo clima. Enquanto o PSB prepara um exército para conquistar novas prefeituras, outra disputa é travada de forma silenciosa entre os senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB). Eles disputam o apoio de Eduardo para a sucessão de 2014, a vitrine do Senado e os votos em cada município do estado.
Até o próximo dia 7, prazo limite para os partidos aceitarem filiações dos pré-candidatos, Humberto e Armando devem intensificar os esforços na tentativa de fortalecer as bases e formar um quadro amplo de vereadores e prefeitos. Os dois até evitam dizer que o sucesso de 2012 é uma escada para 2014. Mas o leitor pode ter certeza: eles pensam muito no futuro.
Nesse aspecto, a disputa entre Humberto e Armando tem uma face positiva. Para conquistar espaço político e a simpatia do eleitor, os dois conseguiram, em pouco mais de seis meses de mandato no Senado, ficar entre os 100 cabeças do Congresso Nacional - numa seleção feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Humberto é líder do PT, já foi cogitado para ser líder do governo, e tem uma atuação mais voltada para a área da saúde. Ganhou destaque em Brasília por ser um político articulador. Armando, por sua vez, mantém seu poder de influência entre os empresários, com um desempenho mais voltado para a área econômica. Foi elogiado pelo mesmo instituto por seu perfil de negociador. (Veja quadro).
No Congresso Nacional, o petista leva vantagem sobre Armando por integrar o núcleo de confiança do governo Dilma Rousseff (PT) e ter a possibilidade de usar o microfone com mais frequência para formar a opinião dos aliados. Ele ainda fez 67 proposições contra 18 do petebista, incluindo a apresentação de dois projetos que visam combater a corrupção no Senado e no serviço público - um dos maiores anseios da sociedade nesse momento, muito externado por meio de redes sociais na internet.
Armando, por sua vez, tem alguns pontos fortes em relação a Humberto no campo político. Embora seja do PTB, um partido considerado nacionalmente pequeno, ele conseguiu se eleger como o senador mais votado de Pernambuco em 2010 e hoje lidera um partido forte e unido no estado. O petista abriu arestas para demarcar terreno no PT estadual e terá uma certa dificuldade de conquistar a unidade em 2014. Já Armando somou aliados, sendo visto como único nome petebista para concorrer ao governo do estado.
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